terça-feira, 27 de novembro de 2012

Não seja um Filho da Puta - Guia Prático

Convivemos diariamente com pessoas filhas da puta, isso é algo que vai além de nossa compreensão e que infelizmente tornou-se impossível de ser evitado.

Ao chegar na faculdade hoje, percebi como pessoas filhas da puta atrasam o mundo, e o pior é que a gente não pode nem dizer pra elas que elas são filhas da puta, se não passamos por ignorantes.

"Muito deselegante!"

Caso 1: Filas

Para situar, aqui na faculdade, quando queremos fazer um lanche, devemos encarar uma fila astronômica. O que leva então uma criatura JUMENTA a entrar nessa fila e ainda chegar indecisa no caixa?

Sinceramente, não estar com o dinheiro na mão é tolerável, mas por favor, ficar "Ah... Eu axo que... Eu queria... Hum... Quanto tá aquele? E aquele? É... Eu vou querer um daquele e... Quanto tá aquele?" é totalmente deselegante. Vai decidir primeiro o que tu quer antes de entrar na fila, seu filho da puta, depois ainda são esses tipinhos que reclamam da demora no atendimento.

"Fila do Porto FACCAT, em um horário de menor movimento."

Caso 2: Filas (again)

Pior que um Jumento que não sabe o que quer na fila, é um jumento que está do outro lado do balcão.

Supondo que uma impressora Laser P&B imprime mais ou menos 30 páginas por minuto, e que leva bem mais de um minuto para receber o dinheiro e dar o troco correto, por que o filho da puta do atendente tem que mandar imprimir todos os trabalhos escolares de todo mundo da fila de uma vez só?

Depois ficava feito uma barata tonta contando as páginas e tentando separar os arquivos impressos. Ridiculamente deselegante da parte dele, para fúria do pessoal que tava na fila.

"Imprimir TODOS os trabalhos dos alunos!"

Caso 3: Tomadas

Usuários de notebook tem uma certa dificuldade em alguns estabelecimentos devido a ausência de tomadas para ligação de seus notebooks.

Sabe aquela mesa que fica do lado da tomada? é um total desperdício alguém que não está usando notebook utilizar a mesma, sabendo que milhares de pessoas sedentas pelo espaço estão em volta. Fui educadamente pedir pra loira com cara de bunda que mexia no celular se ela poderia ceder o lugar, pois eu precisava deixar meu notebook ligado na tomada, e se ela poderia usar a mesa do lado. acabei escutando um sonoro "Não!" seguido de uma bufada.

"NÃO!"

Parabéns. loira com cara de bunda, você é uma filha da puta!

Não deu nem 10 minutos e ela saiu do espaço, agora estou dividindo a mesa com outro cara que também precisava carregar o notebook dele, e que também tinha pedido pra ela ceder o espaço, e que também escutou um "não".

Enfim, analisem estes casos e não façam igual, assim vocês não serão filhos da puta e podem tornar o mundo um lugarzinho melhor.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Psicopedabobo

O texto a seguir é uma história de ficção, baseada em fatos surreais.

Quatro anos, quatro longos anos, e por mais incrível que pareça ainda tenho um certo apreço pelos posts deste blog.

Não tenho mais gostado de escrever, leio e releio meus textos e não me convenço de que eles são bons, acabo guardando eles em alguma nuvem dessa época e deixando ele por lá, para ser carregado pelos bons ventos.

Mas não é este o assunto de hoje, o assunto de hoje é a Psicopedabobologia, ou a ciência de se auto estudar-se a si mesmo e aos outros e se dar para si pro povo alheio um diagnóstico, se metendo na vida alheia e querendo ensinar todo mundo a rezar.

"Retardados, todos vocês, TODOS!"

Não precisa de muito para dar pitacos na vida alheia, eu diria até que é muito mais fácil dizer a alguém que a pessoa está mijando fora da bacia do que corrigir a mira do próprio cú, mas não é isso que eu quero repassar para vocês, mas sim minhas próprias experiências nesses últimos quatro anos..

A algum tempo atrás comprei um livro específico de Psicopedabobologia, intitulado "Manual Diagnostico e Estatístico da Vida Alheia" (Diagnostic and Statistical Manual of Gossiping - DSG), que, com base em pequenas descrições comportamentais próprias e dos outros, é possível dizer que problema mental cada pessoa tem.

O livro ainda da dicas de como se dar bem na vida com base na Psicopedabobologia, com sugestões de nomes de Igrejas, bordões políticos arrojados e de brinde vem um kit "faça-você-mesmo-sua-latinha-de-doações-para-caridade", que ensina como criar uma interface de coleta de fundos para próprio usufruto. Como eu sei que alguns de vocês vão se interessar, por favor depositem 200 reais na minha conta que eu mando uma cópia do livro quando tiver alguma disponível.

"Fascinante!"

Pois bem, lendo o livro, comecei o processo básico de me auto-diagnosticar, e já aviso que essa é uma das grandes vantagens da Psicopedabobologia, onde você pode sair dando diagnósticos alheios sem se preocupar com certificações e diplomas, muito menos provas de aptidão, afinal quem melhor para identificar retardados que um próprio retardado?

Além de retardo, descobri que tinha outros 23 transtornos e mais 17 síndromes diferentes, a única parte que não consegui compreender direito foi aquela dos prognósticos, grande parte deles dizia simplesmente "Se mata, veio!"
Mas ignorando isso, segui em frente e comecei a apontar nos meus amigos os problemas deles.

"Na psicopedabobologia não existem esses problemas ínfimos!"

Sabe aquele cara caladão, que evita sair de casa, tem hábitos noturnos, não trabalha e tá sempre sozinho? Com a ajuda do livro, cheguei a conclusão que ele só podia sofrer de Transtorno de Personalidade Vampírica, algo que não tem cura e é extremamente infeccioso, achei melhor para minha saúde me afastar dele.

Também me senti obrigado a recomendar para aquela minha amiga que ficava com todos na balada a entrar em um convento, pois tratar a Síndrome da Mulher Fácil não é Fácil, e isso não deixou meu outro amigo com Distúrbio de Virgindade Avançada feliz, pois ele já estava a dois anos esperando uma resposta dela dizendo se ficava com ele ou não. Triste, porém real.

"Meu amigo com Distúrbio de Virgindade Avançada fazendo pose pra foto."

O tempo foi passando e eu, já formado em Psicopedabobologia, já havia melhorado a vida de muitos dos meus amigos, impedido alguns deles de fazerem merda da propria vida e eu mesmo já havia ganho vários apelidos bonitos (alguns nem tanto) deles, como "sabichona" "véia fofoquenta" e "aprendiz de Ned Flanders".

Mas estes mesmos amigos, ingratos, colocaram pressão que eu deveria procurar um psicólogo de verdade. Discordei deles, eu sabia que tinha o Transtorno do "Estou-Sempre-Certo" e que se eu não precisava de tratamento psicológico, então essa era a lei.

Acabei sendo levado a força e, depois de uma conversa que durou quase 3 semanas, fui convencido de que não tinha nenhum problema sério, só era meio psicopata mesmo. A partir desse dia, acabei abandonando o DSG. Também nunca mais apontei para meus amigos seus problemas, pois como eu sofro de Distúrbio de Falar Apenas UMA VEZ, eu devo agora estar curado.

Acho que é melhor eu publicar este texto logo, ou minha Sindrome de Personalidades Conflitantes vai apagar ele e escrever uma redação sobre minhas férias no lugar.